Projeto arara azul no Pantanal

Sempre que possível, gosto de nutrir minha esperança viajando pelo Brasil para conhecer projetos que dão certo. Dessa vez, fui ao Pantanal (MS), na região de Aquidauana, para uma fazenda que faz parte de um projeto de recuperação de araras azuis e tamanduás.

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É bom ver o projeto bem sucedido de recuperação de araras azuis no Pantanal.

Quatro dias de imersão total na natureza, acordando às cinco da manhã com centenas de pássaros e as araras azuis em palmeiras próximas. Às seis, desfile de pássaros em frente ao salão do café da manhã, encantando a todos nós, incluindo um grupo de dez europeus observadores de pássaros com enormes binóculos e potentes teleobjetivas, anotando meticulosamente o nome dos que conseguiam ver, entre as mais de trezentas espécies na área da fazenda.

No decorrer dos quatro dias, em caminhadas, passeios em jipe, charrete e barco pelo rio Aquidauana, conseguimos ver pica-pau, cardeal, cafezinho (jaçanã), curicaca, maçarico real, colhereiro, tuiuiú, ema, seriema, garça branca, marreca cabocla, carcará, aracuã, urutau, quero-quero, anu branco, fogo apagou, bem-te-vi, noivinha, joão de barro, cavalaria, canário da terra, chupim, sabiá, gralha picança, papagaio, periquito, tucano, gavião caboclo.  De animais, jacaré, capivara, veado campeiro, tatu-pebam, lobinho, cotia, quati, macaco-prego, porco do mato, jararaca, tamanduá-bandeira e muito gado de corte. Há onças, mas não é fácil avistá-las.

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A elegância do tuiuiú.

Pôr do sol deslumbrante, uma árvore com milhares de garças brancas se preparando para dormir, uma enorme lua cheia, céu estrelado, pancadas de chuva antes do período habitual, árvores belíssimas. Porém, não há escolas na área: a prefeitura manda ônibus buscar as crianças, que acordam às quatro da manhã e retornam no início da tarde. Nem todas as escolas dão almoço.

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Bem ao fundo, a árvore repleta de garças brancas.

Um dos guias, da tribo terena, conta que, na aldeia próxima à fazenda, há uma escola que ensina a língua terena às crianças. Há ônibus que buscam os jovens universitários da tribo à tarde e os levam de volta em torno da meia-noite. Há o costume de usar ervas medicinais e de amamentar os bebês. Porém, as parteiras deixaram de ser requisitadas: as mulheres vão para os hospitais em Aquidauana, a 50 quilômetros de lá.

 

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