Arquivo da categoria: Relacionamento familiar

Castigos ou consequências?

201

Educar exige atenção amorosa aos pequenos momentos do cotidiano (Fotografei na exposição de Hiroshige, em Paris).

“Qual a diferença entre aplicar castigos e consequências na educação dos filhos”? – foi a primeira pergunta da jornalista que me entrevistou para uma revista portuguesa.

O objetivo das consequências é educar crianças e adolescentes (e até mesmo alguns adultos) para se responsabilizarem pelos próprios atos e fazer reparação de danos. É um modo de reconhecer as repercussões de nossas ações em outras pessoas. Há adultos que não conseguem perceber isso e culpam os outros por tudo que acontece. Não admitem que são, pelo menos em parte, responsáveis pelo ocorrido.

As consequências referem-se diretamente ao que deixou de ser feito ou ao comportamento inadequado: “ Primeiro acabe de fazer os deveres escolares, depois poderá brincar”; “Você rasgou a página do livro de propósito: agora vai ter que consertar o que fez”. Lembro-me de uma conversa com a diretora de uma escola em que vários alunos danificavam mesas e cadeiras das salas de aula. Os castigos tradicionais (advertência, suspensão) não funcionavam. Um dia, contratou um marceneiro para ensinar os “infratores” a consertar o que quebravam. No semestre seguinte, o índice de material danificado foi muito menor. O comentário predominante: “Quebrar é rapidinho, consertar dá um trabalho danado”!

Quando as consequências são aplicadas, a criança e o adolescente entendem melhor a ligação entre seu comportamento e a ação que precisará ser feita para reparar o erro. É também possível combinar antecipadamente com o filho quais as consequências que serão aplicadas: “Percebo que está difícil para você sair das redes sociais para estudar e dormir no horário certo. Nos dias em que você não conseguir fazer isso por conta própria, eu vou guardar seu celular até o momento adequado”. O apelo do prazer e do entretenimento é tão forte que, muitas vezes, é difícil tomar conta de si mesmo sem ajuda externa.

O comportamento inadequado dos filhos muitas vezes deixa os pais enraivecidos e, nessas ocasiões, o castigo costuma ser desproporcional: “Não fez os deveres escolares hoje, então vai ficar um mês sem jogos eletrônicos”. Quando a raiva acaba, o castigo costuma ser esquecido e, no dia seguinte, a criança está com seus jogos eletrônicos novamente. Mas o que ela percebe é que a palavra dos pais não tem credibilidade. Pior é quando o castigo envolve ameaças de perda de afeto: “Se você continuar se comportando mal, eu vou sumir de casa e nunca mais vou ver você”. Isso cria insegurança e medo de abandono.

Educar para a responsabilidade, a cooperação e a percepção de que precisamos contribuir para a coletividade, seja na família, na escola, no trabalho, na comunidade em que vivemos é cada vez mais importante para viver nesse mundo em rápida transição. Isso se solidifica por meio de pequenas ações no dia a dia. É preciso colocar em foco a ação desejada, e dizer isso com firmeza. Por exemplo, se a casa é de todos, todos precisam cooperar para a organização: “Você deixou sua toalha de banho no chão do banheiro. Coloque-a no lugar certo, agora!”; “Hoje é seu dia de lavar a louça do jantar. Faça isso antes de sair para se encontrar com os amigos”.

Aplicar consequências proporcionais ao que foi feito é uma questão de hábito, de criar uma disciplina, educar. Os castigos físicos ou desproporcionais podem estimular o medo, e não o respeito. Educar exige paciência, dá trabalho. Mas, se escolhemos ter filhos, é preciso criar tempo e disponibilidade para isso.

Anúncios

Eu quero agora!

093

Quando vejo o ímpeto das águas de uma cachoeira lembro-me da força do desejo (Fotografei na Chapada das Mesas, no Maranhão).

Nativos digitais desde cedo mergulham na velocidade da internet banda larga. Mas, na vida, não basta um clique para as coisas acontecerem. Um dos temas que mais atormentam os pais é ver os filhos com dificuldade de esperar, de ouvir “agora não” ou “pare de jogar porque é hora de dormir”.

“Quer ver um vídeo engraçado”? – pergunta o menino para a mãe que insiste em dizer que é hora de tomar banho. O fascínio pelos “youtubers” ressalta o desejo de entretenimento perene. Como se motivar para fazer as tarefas escolares ou estudar para as provas? “Eles não respeitam a empregada e a gente trabalha o dia inteiro. Não sei o que fazer para limitar o uso da internet” – lamenta-se a mãe.

“Mas vocês usam o celular até tarde. Se vocês podem, por que a gente não? Temos os mesmos direitos”! – argumenta o filho que ainda nem chegou à adolescência. Difícil perceber a relação entre conquistar mais direitos na medida em que se tem maior carga de responsabilidade e de deveres. É grande a resistência a cumprir ordens e os questionamentos são incessantes: “Por que tenho que fazer o que você manda”? “Eu sou o dono da minha vida”! “Não vou fazer, e daí”?

Muitos pais, acuados diante da força do desejo dos filhos imediatistas, sentem-se sem recursos de ação. “Minha mãe me batia, mas não quero fazer isso com meus filhos”; “Bastava um olhar duro do meu pai e eu me recolhia, agora eu não sei o que fazer quando meus filhos me enfrentam”.

Educar dá trabalho. O processo de entender que nem sempre podemos fazer o que queremos na hora em que desejamos é longo e, muitas vezes, penoso. Limites claros, consistentes e repetidos são necessários, aplicar as consequências devidas quando os combinados não são cumpridos é indispensável. A autoridade parental (que não deve ser confundida com autoritarismo) exercida com firmeza e carinho oferece segurança e contenção para a força dos desejos que tantas vezes transbordam as fronteiras do razoável.

Relacionamentos em tempos de crises

201706-Maringá (MG) 054

O que podemos oferecer de melhor para o outro, mesmo em época de crises? (Fotografei em Maringá, MG).

Esse foi o tema do debate em um programa de rádio do qual participei. Há várias vertentes das crises, que podem se entrelaçar:

  • Revisões pessoais (“É isso mesmo que eu quero para minha vida?”);
  • Dúvidas com relação à parceria (“Será possível revitalizar essa relação tão desgastada, ou é melhor partir para outra?”)
  • Reflexos da crise do contexto (“Com a recessão e a instabilidade política, a gente vive estressada e a paciência acaba”). A incerteza do cenário político/econômico, o alto índice de desemprego e o medo de perder o trabalho que ainda tem desestabilizam muitos relacionamentos.

A crise que enfrentamos no presente parece maior do que as que já atravessamos no decorrer da vida. Mas nem sempre é o que acontece. Por isso, vale lembrar de acontecimentos do passado em que superamos desafios significativos e refletir sobre eles:

  • Que recursos foram utilizados? Como recorrer novamente a eles, além de formular novas estratégias para enfrentar a crise atual?
  • Que tipo de ajuda foi mais eficaz no passado? A quem podemos recorrer agora?
  • O que poderemos fazer para fortalecer a cumplicidade, a solidariedade, a ajuda recíproca?

Convém evitar mergulhar em lamentações, culpar, criticar, reclamar, queixar-se. Isso gasta a energia que precisa ser utilizada para atacar o problema, e não as pessoas. Por exemplo, flexibilizar as funções dentro de casa (quem faz o quê, quando um dos membros da família ficou desempregado); reorganizar o orçamento, criar alternativas; usar a criatividade e a capacidade amorosa para manter a chama afetiva acesa, apesar das intempéries.

Casais que passaram por várias crises e permaneceram juntos  fizeram vários casamentos dentro do mesmo casamento, modificando pactos e acordos de convivência na medida em que as mudanças vão se apresentando a cada nova etapa do ciclo vital ou a partir do inesperado. “Sou casada há 40 anos e não posso dizer que conheço meu marido”, disse uma participante de um grupo de mulheres que coordenei. E não conhece mesmo! Da mesma forma que também é impossível conhecer inteiramente a nós mesmos. Novos aspectos do outro e de nós vão se revelando na sequência dos acontecimentos. Nós nos surpreendemos  conosco e com aqueles com os quais convivemos (para o bem ou para o mal).

E em tempos de “amor líquido”, como dizia Bauman? A paixão tem prazo de validade, pode ou não conduzir ao caminho do amor. Na vitrine virtual, muitos escolhem parceiros pelos aplicativos de paquera como se fossem produtos a serem consumidos e rapidamente descartados. Vale refletir:

  • Em que posso contribuir para formar e estabilizar um relacionamento?
  • Fico esperando tudo do outro?
  • Estou muito exigente e pouco tolerante?
  • Insisto no padrão de sair com várias pessoas, eternamente na fase de “triagem”, sem conseguir formar um vínculo mais significativo por alimentar a ilusão de encontrar alguém melhor no contato seguinte?

Sobrecarga

IMG_20140408_141132

Não repartir tarefas resulta em sobrecarga e exaustão (Fotografei essa obra do escultor australiano Ron Mueck no MAM-RJ).

“Quando os pais não dão trabalho para os filhos, os filhos dão trabalho para os pais” – disse a mãe de cinco filhos que colaboravam com ela enquanto pedia para um deles pegar uma garrafa de água mineral para mim na birosca de uma comunidade ribeirinha no interior da Amazônia.

Em outra ocasião, quando eu trabalhava como voluntária com um grupo de mulheres em uma comunidade do Rio de Janeiro, uma delas contou para o grupo como agiu para parar de reclamar porque seus filhos, adolescentes e adultos, não colaboravam com as tarefas domésticas: “Comecei com as garrafas de água que ninguém enchia para guardar na geladeira. Peguei uma garrafa térmica com água gelada só para mim e escondi no armário do quarto. Quando eles perceberam que não tinha mais água gelada, reclamaram de mim. Respondi que isso era só o começo, que eu pretendia parar de fazer outras coisas em casa. Ficaram revoltados, mas, pouco a pouco, começaram até a lavar a roupa e fazer comida”.

Outra foi mais radical: trabalhando em horário integral, chegava em casa e encontrava o marido desempregado e os filhos adultos esperando que ela fizesse a comida, limpasse a casa e cuidasse da roupa de todos. “Como estou sustentando todos vocês, decidi me aposentar dentro de casa. De hoje em diante, só trabalho fora. Aprendam a se virar”!

Não é fácil resistir à pressão das críticas, cobranças e acusações. Exigir demais de si mesma, juntamente com o sentimento de culpa e a crença persistente de que a mulher é a responsável pelas tarefas domésticas (mesmo sendo a única ou a principal provedora) são fatores que alimentam a perpetuação da sobrecarga.

Quando converso com pais que se queixam de sobrecarga porque os filhos não participam das tarefas domésticas ou não administram bem o dinheiro da mesada, a primeira pergunta é: “O que vocês estão oferecendo ou fazendo a mais do que seria recomendável”?

“Quero fazer tudo pelos meus filhos” leva à sobrecarga dos pais que se desdobram em ações para satisfazer desejos e demandas e oferecem incontáveis mordomias, deixando de lado a necessidade de educar para a responsabilidade e a colaboração. Os filhos se acham com mais direitos do que deveres, pensam que devem ser servidos pelos pais. Acham que não precisam arrumar a cama, lavar a louça, fazer comida, manter a casa limpa ou, minimamente, guardar os próprios pertences em vez de deixá-los espalhados pelo chão.

Para refletir:

  • Se a casa é de todos, todos colaboram. Como fazer acordos de bom convívio no espaço coletivo?
  • Se estou com sobrecarga, o que posso deixar de fazer?
  • Como posso agir de forma mais eficaz, em vez de reclamar, cobrar e me queixar?

Gestando pessoas para uma sociedade melhor

IMG_20170407_082133

Na gestação, uma vida começa a desabrochar (Fotografei em Santana dos Montes, MG)

Desde que comecei a escrever meu primeiro livro – Psicologia da Gravidez -, na década de 1970, tenho acompanhado a enorme evolução das pesquisas sobre a vida emocional do feto e da construção do vínculo com a família desde a gestação. A riqueza desses estudos é tão grande e a evolução do conhecimento dessa etapa da vida é tão rápida que já atualizei o livro quatro vezes!

Alguns aspectos que considero mais importantes para o bom desenvolvimento do ser que está sendo gestado e que repercute por toda a sua vida:

  • A gravidez acontece de várias formas: planejada, inesperada, após a perda de outras gestações, em momentos difíceis da vida. O novo ser se desenvolve no corpo da mulher, e isso mexe com as emoções e com a vida de quem está em volta. Por isso, costumo falar em “família grávida”. No decorrer da gestação, o preparo do espaço físico da casa para receber o novo habitante representa o processo de fazer um “espaço amoroso” no coração de mãe, pai, avós, irmãos, tios para acolher e cuidar do ser que vai nascer.
  • Diante de tantas mudanças, é natural sentir medo, ansiedade, insegurança. “Será que vou conseguir ser uma boa mãe (ou um bom pai)?” Fazer uma boa preparação para o parto e para a amamentação, buscar informações sobre como cuidar do recém-nascido e contar com pessoas que possam oferecer apoio pode dar tranquilidade para gestar com alegria, confiança e entusiasmo.
  • Muito do que acontece durante a gestação influencia o desenvolvimento futuro – as pesquisas mostram a importância de “tecer o amor” pelo filho desde o início da gestação. Isso inclui o cuidado que a mulher grávida precisa ter com sua própria alimentação (não fumar, não ingerir álcool ou outras drogas), “conversar” e cantar para o feto que, ainda no útero, consegue ouvir a voz da mãe.
  • Nosso cérebro é um “órgão social”, ou seja, nascemos programados para nos relacionarmos com outras pessoas. E isso pode ser estimulado a partir da gestação e no primeiro ano de vida. Todos os órgãos dos sentidos são importantes para perceber o amor. O recém-nascido precisa de ser olhado nos olhos, tocado com carinho, ouvir a voz das pessoas da família que falam diretamente com ele. Ainda não entende as palavras, mas é sensível ao tom de voz e à atenção que recebe. Consegue reconhecer o cheiro da mãe com poucos dias de vida, gosta do sabor de seu leite. Cada mamada é uma oportunidade de aprofundar o contato com o bebê. Cada troca de fralda, cada banho também. São os pequenos cuidados do dia a dia que vão tecendo o amor.

Conheça a vida selvagem: tenha filhos!

030

Passear com crianças que não conseguem aceitar limites dá um trabalho danado!

Sempre achei graça ao ver esse adesivo colado no vidro traseiro de alguns carros. Mas, como terapeuta de famílias, cuidei de algumas famílias caóticas, em que as crianças faziam o que queriam com pais e avós impotentes, com dificuldades de colocar qualquer tipo de limite.

Recentemente, ao fazer trilhas em uma pequena cidade do interior, conversei com uma condutora ambiental que aceitava famílias com crianças para fazer alguns passeios. Enérgica e firme, ela me relatou algumas situações em precisou ser incisiva com crianças rebeldes e descontroladas.

“Estávamos fazendo uma trilha margeando um rio encachoeirado, dentro da mata. No meio do caminho, a menina de 12 anos empacou e disse que não iria mais andar, que eu a teria de carregá-la no colo. A mãe, com voz suave e nada convincente, implorava que a filha continuasse a caminhar. A menina, sentada em uma pedra com os braços cruzados e a cara amarrada, nem se movia. Nessa trilha, cada trecho do rio entre pequenas quedas d´água tinha uma placa com o nome de um animal. Por acaso, a menina empacou em frente ao “Rio da Onça”. Não tive dúvidas: cheguei perto dela e falei baixinho que iríamos continuar a caminhada e ela ficaria lá, correndo o risco de ver uma onça chegar para beber água. Comecei a andar devagar e fiz sinal para a família me seguir. Imediatamente, a menina se levantou e foi conosco. No final da caminhada a mãe perguntou o que eu tinha feito para a filha me atender tão prontamente”…

Em outra situação, uma família com os pais, a avó e dois meninos com bastões de madeira nas mãos entrou na agência onde ela trabalha para decidir qual passeio fariam. Pouco depois, os dois anunciaram que iriam quebrar uma das cadeiras. “A avó suspirou conformada, disse que eles já haviam quebrado muitas coisas em sua casa e que ninguém conseguia controlá-los. Os pais se entreolharam sem saber o que fazer, enquanto os dois meninos começaram a atacar uma cadeira. Eu me levantei, olhei sério para eles, e disse com a voz bem firme que eles não poderiam fazer isso, caso contrário, eu não os atenderia e todos ficariam sem passeio. Eles ficaram tão surpreendidos que nem ofereceram resistência quando eu tirei os bastões das mãos deles e os coloquei em cima da minha mesa, dizendo que, no final da conversa, eu os devolveria”.

Tenho um casal de filhos, mas nunca me senti vivendo uma vida selvagem. Fui criada com amor e disciplina e fiz o mesmo. Como terapeuta de família, já atendi muitos pais perdidos e confusos com crianças tirânicas e descontroladas. Inseguros, temendo serem vistos como autoritários, não conseguiam exercer a necessária autoridade parental. Para muitas crianças, aprender a controlar a impulsividade e a discernir entre ações adequadas e inaceitáveis é um longo processo. Para isso, precisam construir o freio interno do respeito pelo território alheio e perceber que nem sempre é possível fazer o que queremos na hora ou do jeito que desejamos. No início desse caminho, é essencial contar com o freio externo dos limites colocados com firmeza, coerência e consistência.

O convívio com os filhos pré-adolescentes

img_20140408_140503

A escultura hiper-realista de Ron Mueck, que fotografei no Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, em 2014.

Muitos pais se surpreendem com as mudanças que percebem em seus filhos e filhas entre nove e doze anos. Uma crescente habilidade para argumentar e defender seus próprios pontos de vista quando os pais colocam limites que contrariam seus desejos. A maior proximidade e influência do grupo de amigos. A necessidade de serem mais independentes. O humor que oscila. Enfim, grandes mudanças no corpo, nas emoções, no comportamento, no modo de expressar o que sentem e o que pensam. Eles próprios se estranham diante dessas rápidas e intensas transformações.

Construir um relacionamento familiar sólido também nessa etapa do desenvolvimento é a melhor maneira de evitar problemas na turbulência da adolescência.

Algumas décadas de prática no atendimento de famílias (além de ser mãe de um casal de filhos que já passaram por essa etapa) me mostram as questões mais frequentes:

  • Necessidade de ser escutado e compreendido – essa etapa é de grandes descobertas em relação ao mundo e às pessoas. Desenvolvem visão crítica sobre os acontecimentos e sobre o que as pessoas fazem, ampliam seus interesses e exploram novos temas. Pais curiosos e interessados em conhecer melhor essas descobertas escutam com atenção, fazem perguntas (e não interrogatórios) para entender os pontos de vista dos filhos e, com isso, conseguem expandir os temas de conversa em família. Pais que se apressam em dar sermões, criticar na base do “você está errado, não tem experiência de vida”, restringem o diálogo e promovem o afastamento.
  • Tempo de convívio – mesmo com as agendas cheias de compromissos, é possível criar tempo para conversas em particular ou com todos (na ida para a escola, no lanche de fim de semana em que todos vão para cozinha, em um programa que atraia o interesse de todos).
  • A dificuldade de equilibrar deveres e prazeres – a atração por videogames, redes sociais e outras brincadeiras é poderosa.  Quase sempre, o tempo reservado para o estudo e demais tarefas é invadido por essas atividades. É preciso haver acordos e limites bem claros para desenvolver hábitos de estudo, responsabilidade com os próprios pertences e cooperação com as tarefas domésticas.
  • Hábitos de autocuidado – em geral, os pré-adolescentes ainda não sabem cuidar bem de si mesmos com autonomia e, portanto, a orientação sobre tempo adequado de sono, alimentação, exercícios físicos e higiene pessoal continua sendo necessária, mesmo quando aparentemente eles se rebelem quanto a isso.