Mulheres sábias e força interior

IMG_20180104_074745

A força interior está oculta nas raízes mais profundas, de cuja existência nem sempre temos consciência. (Fotografei em Itatiaia, RJ).

“Ser jovem enquanto velha, velha enquanto jovem” é o interessante subtítulo do livro A ciranda das mulheres sábias da psicanalista junguiana Clarissa Pinkola Estés.

Eu já havia lido alguns de seus outros livros, como o renomado Mulheres que correm com os lobos e O jardineiro que tinha fé. Como ela tem se dedicado a atender famílias sobreviventes ao ataque terrorista de 11 de setembro nos EUA, mergulhou fundo na percepção da existência de forças interiores para fazer face a grandes dificuldades que encontramos pelos caminhos da vida.

Embora ela se concentre em analisar a psique feminina, minha experiência como psicoterapeuta mostra que o encontro da força interior acontece em pessoas, independentemente do gênero.

Alguns temas do livro que mais me chamaram a atenção:

  • A expressão “ser jovem enquanto velha e velha enquanto jovem” representa o trabalho de desenvolvimento pessoal no sentido de integrar os paradoxos, mantendo-os em equilíbrio. Esses paradoxos incluem, entre outras coisas, acumular sabedoria e estar aberta a novos conhecimentos, ser ousada e precavida, tradicional e original. Essa contínua integração é um convite a viver a vida plenamente.
  • O espírito permanece jovem na maturidade, no sentido de preservar a curiosidade e a criatividade presentes desde a infância, enquanto se acumula experiência e sabedoria. Nas palavras da autora: “Numa psique equilibrada, essas duas forças, o espírito jovem e a alma velha e sábia, se mantêm num abraço em que mutuamente se reforçam”.
  • Problemas e dificuldades que enfrentamos no decorrer da vida podem se transformar em combustível para avançar na caminhada com vigor, permitindo ver mais longe e se curar das feridas.
  • Um conceito importante, nas palavras da autora: “Nunca subestime a resistência da velha sábia. Apesar de ser arrasada ou tratada injustamente, ela tem outro eu, um eu primordial, radiante e incorruptível, por baixo do eu que sofre os ataques – um eu iluminado que permanece incólume para sempre”.
  • A Dra. Estés constrói uma imagem magnífica para exemplificar a importância de buscar essa força interior: “Por baixo da terra, a árvore venerável abriga uma árvore oculta, feita de raízes vitais constantemente nutridas por águas invisíveis”.
  • Compreender isso a fundo é importante para trabalhar com pessoas vítimas de abusos e outras atrocidades. A grande vida poderá brotar dos profundos ferimentos para que a pessoa consiga novamente florescer ao encontrar novas forças e recompor a integridade perdida na construção de uma vida com significado e com amor profundo.
Anúncios

Leonardo: curiosidade e paixão

146

Protótipos de “máquinas voadoras” construídos a partir dos desenhos de Leonardo em seus cadernos (Fotografei na exposição que vi em Paris, 2013).

Gostei muito de ler a biografia de Leonardo da Vinci (1452-1519), considerado o gênio mais criativo da história, escrita por Walter Isaacson basicamente a partir de mais de 7000 páginas de seus cadernos cheios de rascunhos, anotações, desenhos e projetos. Alguns pontos que me chamaram a atenção:

  • Curiosidade insaciável e paixão para aprender- Leonardo gostava de saber “tudo o que há para se saber sobre o mundo” (técnicas de pintura, luz e sombra, estudos de anatomia, engenharia, ciências). Isso o motivou a mergulhar fundo em suas pesquisas.
  • Múltiplas competências – Leonardo atuou como produtor cultural, organizando apresentações teatrais com cenários surpreendentes (os “efeitos especiais” da época), em que anjos pareciam voar e Cristo ressuscitado subia para o céu; tocava lira, cantava e era um ótimo contador de histórias; projetou “máquinas voadoras”, armas de guerra e vários tipos de máquinas; em seus estudos de anatomia, desenhou com detalhes impressionantes o corpo humano (músculos, nervos, artérias e veias) a partir da dissecação de cadáveres; fez esculturas, pintou obras-primas com perfeição (Virgem dos rochedos, A última ceia, Mona Lisa).
  • Criatividade, inovação, ousadia – cientista autodidata, sem medo de errar, Leonardo não se se intimidava com projetos que não davam certo. Alguns foram abandonados, outros não puderam ser executados por falta de recursos. Era livre para voar em sua imaginação, aguçar seu senso de observação (como o voo das libélulas ou o funcionamento do coração de um porco), desenhar objetos que só puderam ser executados séculos depois, sempre buscando integrar ciência e arte.
  • Asas e raízes – com uma grande capacidade de comunicação, Leonardo conseguia convencer governantes e diversos patronos a financiar seus projetos, além de lhe oferecer moradias suficientemente amplas para trabalhar e abrigar assistentes e companheiros amorosos. Asas para imaginar e criar, raízes para equilibrar receitas e despesas, anotando minuciosamente em seus cadernos o que recebia e o que gastava pagando assistentes, comprando roupas para si mesmo e para seus amados, gastos com materiais para seus trabalhos. Além disso, escrevia listas minuciosas do que precisava ou queria fazer e aprender.

E, como se não bastassem tantas qualidades, era descrito como um homem carismático e gentil, extremamente belo e gracioso, com cabelos cacheados, corpo musculoso, elegante em suas roupas de cores fortes. Uau!

 

Por que comemos?

IMG_20170812_112916

Festa de cores e sabores nessa feira que fotografei em Campina Grande (PB).

Comemos para viver ou vivemos para comer? O que nos motiva a ingerir alimentos, nem sempre saudáveis? Comemos quando estamos com fome, mas também por sentir prazer ao saborear uma deliciosa refeição, selecionamos alimentos que beneficiam a saúde ou comemos o que nos apetece mesmo que nos faça mal. Comemos para aliviar a ansiedade ou quando estamos entediados, para celebrar ocasiões especiais, para conversar com as pessoas de quem gostamos.

No curso online “The Science of Nutrition”, oferecido por Future Learn,  em parceria com The Open University, “Por que comemos e o que comemos” é o primeiro tópico abordado. Na interação, com pessoas de diversos países, há comentários interessantes sobre os diversos motivos que nos levam a comer, além da necessidade biológica: “Meu grande problema é comer para aliviar o estresse. Há fases em que sinto que só a comida me faz sentir bem”. “Para mim, é um acontecimento de família: gosto de preparar o jantar para conversar sobre como foi o dia de cada um e sobre vários temas que surgem, com TV e celulares desligados”. “Todos os meus colegas se reúnem na sala dos professores na hora do recreio. É a hora para rir um pouco ou desabafar problemas que temos em sala de aula”.

Outro item abordado por este curso é o apelo aos sentidos, que desperta o apetite e estimula a gula: nos supermercados, a padaria ocupa uma posição estratégica para que o cheiro de pão fresco e outras iguarias se espalhe por toda a loja. Livros de culinária e embalagens de produtos, assim como a divulgação de restaurantes, mostram pratos tentadores que nos induzem a consumi-los. O som do churrasco sendo preparado também pode ser irresistível. Portanto, estimular olfato, visão, audição e tato conduz ao paladar. “Antes de colocar a comida na boca, costumo comer com os olhos. Por isso, capricho no visual das refeições que preparo, mesmo quando vou comer sozinha”.

As emoções exercem grande influência no ato de comer. Há quem coma compulsivamente na tentativa de preencher buracos internos de carência amorosa, para aliviar tristeza, desconsolo, frustração. “Acabo abusando dos doces, a vida está tão amarga”…

A qualidade das interações e a influência da propaganda também influem não só na quantidade quando na escolha do que comemos. O documentário “Muito além do peso”, da Maria Farinha Filmes apresenta entrevistas com famílias de crianças obesas mostrando um padrão de relação familiar marcado pela permissividade com relação aos desejos de consumo das crianças, que ficam furiosas quando contrariadas. O Instituto Alana, parceiro deste filme, trabalha o tema da influência nociva dos anúncios dirigidos às crianças que, por sua vez, insistem com os adultos da família para comprarem os produtos desejados (cheios de corantes, gorduras e calorias, sem o menor valor nutritivo). Esse é um problema de saúde pública: é grande o número de crianças brasileiras que estão acima do peso e aumenta a incidência de diabetes e doenças cardiovasculares nessa etapa da vida.

É preciso comer para viver. Mas, entre escolhas e renúncias, podemos aprender a saborear refeições deliciosas que mantenham nossa saúde e bem-estar!

 

Muito além do peso – documentário produzido por Maria Farinha Filmes e Instituto Alana: https://www.youtube.com/watch?v=8UGe5GiHCT4

 

“The Science of Nutrition”, curso oferecido por Future Learn,  em parceria com The Open University:

https://www.futurelearn.com/courses/the-science-of-nutrition/

Estresse: o que é bom, o que é ruim

123

Cientistas japoneses recomendam “banho de floresta” como terapia antiestresse. (Fotografei na Costa Rica).

No decorrer da vida, todos nós passamos por situações de estresse. Quando percebemos perigo ou ameaça, nosso corpo automaticamente se prepara para lutar ou fugir: os batimentos cardíacos se aceleram, há maior liberação de adrenalina e cortisol, mais sangue disponível para os músculos e para o cérebro. Isso é indispensável para nossa sobrevivência.

O “bom estresse” é o “friozinho na barriga” que ajuda a concentração para enfrentar uma apresentação em público, a prova para o vestibular ou a entrevista de seleção para um emprego. Em doses altas, pode prejudicar o desempenho e “dar um branco” que nos paralisa. Quando termina a situação estressante, o organismo volta ao estado normal.

O “estresse ruim” é o que se prolonga, mesmo quando o fator estressante não está mais presente. Isso acontece no estresse pós-traumático, em que o fato passado invade o presente e a pessoa revive o episódio traumático continuamente. O estresse crônico também se estabelece quando a situação estressante é contínua. Isso acontece em relacionamentos abusivos, infelizmente tão comuns nos casos de violência intrafamiliar.

O estresse ruim ou crônico prejudica a saúde: há pessoas que passam a ter insônia, baixa da imunologia, perturbações digestivas, dores de cabeça frequentes, dificuldades de concentração, irritabilidade, pressão alta, depressão, síndrome do pânico. Com a situação estressante prolongada, o corpo não consegue retornar ao estado de não-estresse. Os níveis de adrenalina e cortisol, por exemplo, continuam elevados.

No entanto, como o corpo se prepara para lutar ou fugir do perigo ou ameaça que percebemos, é possível trabalhar nossa mente para perceber algumas situações estressantes como desafios e não como ameaças. Quando conseguimos mudar nosso olhar, o medo transforma-se em motivação para desenvolver os recursos necessários para lidar com a situação.

Há casos em que é possível mudar de rumo fazendo outras escolhas como, por exemplo, abandonar um trabalho estressante ou reduzir a carga horária redimensionando o orçamento para viver com mais tranquilidade embora com menores rendimentos. Simplificar a vida, praticar a partilha das tarefas domésticas para evitar a sobrecarga, fazer uma revisão do cotidiano para melhor gerenciar o tempo para incluir a prática de atividades físicas, cuidar bem da qualidade do sono e da alimentação, criar o hábito de respirar fundo algumas vezes ao dia para aliviar a tensão, meditar e entrar em contato com a natureza, cultivar a alegria.

O depoimento de um motorista que entrevistei para meu livro “Construindo a felicidade” mostra como é possível evitar o estresse crônico: “Meu trabalho é cansativo, em média oito horas de estrada por dia, mas gosto de conversar com as pessoas que transporto de um lugar para outro. Além disso, procuro me reequilibrar apreciando a natureza: acordo bem cedo, pego a bicicleta até uma mata para ouvir o canto dos pássaros e contemplar as árvores. Aí volto, pego o carro e vou para a estrada com muita disposição”.

Desalento e esperança

 

 

201706-Maringá (MG) 016

Mesmo passando por dificuldades e com problemas para enfrentar, vale apreciar a beleza brotando. (Fotografei em Maringá, RJ).

Ai Weiwei filmou Human Flow mostrando o drama de milhões de refugiados

Diz que “não existe lar se não há para onde ir”.

Mas nesse filme há imagens de um grupo unido em prece, na fé que alimenta a esperança

Que nasce do desespero e leva a uma busca de acolhimento em algum lugar do mundo

Deportações e desamor, mas também solidariedade e compaixão dos que atuam nas agências humanitárias.

Ameaças de guerra nuclear pairando no ar.

Mudanças climáticas – ainda há tempo de reverter o prognóstico ruim?

Novas tecnologias surgindo – para o bem ou para o mal

Redes de ódio proliferando na internet, acentuando intolerância

Rompendo vínculos de família e de amizades com os que pensam diferente

Mas na rede também compartilhamos conhecimentos, boas ideias e boas práticas

Criamos redes de solidariedade que melhoram as condições de vida de muitos

Para que lado vamos dirigir nosso olhar e nossas ações?

Sem negar problemas e dificuldades mas valorizando também

Os grandes pequenos momentos em que há encontro amoroso de olhares

Gestos de delicadeza, abraços fraternos, amor dedicado, cooperação.

A harmonia do voo dos pássaros, a vida renovada nas folhas das árvores, a flor que se abre, a fruta madura

O que nos diz tudo isso, que também faz parte do mundo?

Que tipo de contribuição estamos oferecendo?

Humanos: burros e sábios

312

O que esperar do atual cenário global? (Fotografei no Japão).

“Nunca se deve subestimar a burrice humana para fazer escolhas erradas. Assim como a violência, a burrice é uma força poderosa na História. Por outro lado, a sabedoria humana também é uma força poderosa na História” – esse comentário do historiador israelense Yuval Harari, autor de “Sapiens” e de “Homo Deus” me chamaram a atenção nos diálogos TED. Eu já havia lido os dois livros, que me deixaram muito inquieta. Essa conversa entre Harari e Chris Anderson também foi perturbadora.

A pergunta inicial foi: O que está acontecendo no planeta? Para onde vamos?

Harari responde que os humanos sempre precisam ter uma história na qual acreditar coletivamente. Até pouco tempo atrás, acreditava-se que poderíamos viver em um mundo melhor mas, devido à enorme aceleração das mudanças, muitos elementos foram desmontados e ainda não temos uma história consistente para contar. Com isso, torna-se muito difícil entender em que mundo estamos vivendo ou prever como estará o planeta daqui a vinte ou trinta anos.

Ele cita dados surpreendentes: atualmente, morrem mais pessoas em consequência da obesidade do que de fome; é mais comum morrer de velhice do que de doenças infeccionas; há mais mortes por suicídio do que por assassinato. A divisão política entre esquerda e direita tornou-se menos significativa do que a divisão entre nacionalismo e globalismo.

Os grandes problemas tornaram-se globais e não podem ser resolvidos por países isolados. É preciso pensar novos modelos políticos, baseados em cooperação para construir regulações e soluções globais, como no caso do rápido desenvolvimento da inteligência artificial que provocará desemprego em massa e dos experimentos em engenharia genética. E também na questão do aquecimento global, que já exibe seus efeitos, como aponta Al Gore em seu novo filme “Uma verdade mais inconveniente”.

Harari prossegue dizendo que o que se ensina nas escolas hoje será totalmente irrelevante para o mercado de trabalho daqui a vinte ou trinta anos. A autoridade está progressivamente passando dos humanos para os algoritmos. O acúmulo de dados (“big data”) é tão fenomenal que muitas decisões importantes já estão sendo tomadas por algoritmos, que se tornaram mais eficientes na tomada de decisões.

Ora predomina a burrice, ora a sabedoria em nossas escolhas individuais e coletivas. Que vida construiremos nesse cenário de mudanças vertiginosas?

Para quem quiser se inquietar com uma hora de conversa sobre a impossibilidade de saber para onde vamos, siga o link:

https://www.ted.com/talks/yuval_noah_harari_nationalism_vs_globalism_the_new_political_divide?utm_campaign=tedspread–a&utm_medium=referral&utm_source=tedcomshare

Internet: Riscos e oportunidades

19298748-2bd0-4cbf-99e5-929172faa4c9

Fotografei este ângulo do Museu do Amanhã (RJ) onde houve uma ótima troca de ideias sobre o uso da tecnologia.

Falei sobre cyberbullying no III Encontro Internacional sobre o Uso de Tecnologias no dia 21/11 no Museu do Amanhã e assisti a apresentação de outros palestrantes. Uma síntese das ideias que mais apreciei:

  • É grande a sedução do espaço virtual. O que vem por aí? Os algoritmos já definem muita coisa para as pessoas. Como ficarão os direitos humanos na era da robótica? Com a rápida evolução da tecnologia todos nós precisamos aprender a usufruir dos benefícios e a se proteger dos riscos. O consumismo está muito enraizado em crianças e adolescentes, assim como o imediatismo, o individualismo e o relativismo (“tudo é verdade”) – Solange Barros (SP).
  • Há 20 anos os computadores foram colocados em escolas públicas, mas não houve orientação adequada sobre ética e uso saudável da tecnologia. As políticas públicas de inclusão digital não foram acompanhadas pela devida formação reflexiva e crítica. O uso excessivo da tecnologia promove dificuldade de concentração em sala de aula e desmotivação pela escola – Cineiva Tono (PR).
  • A violência está onipresente na rede, gerando insensibilidade. A realidade virtual e a aumentada fazem parte de nossa vida, gerando uma percepção mista das diferentes realidades nas crianças de hoje que vivenciam uma imersão completa nesse universo. Comparar-se com os colegas com mais curtidas e seguidores faz com que muitos se sintam inferiorizados. Como é construir a autoestima de acordo com esses critérios? – Cajetan Luna (Los Angeles).
  • O CETIC desenvolve pesquisas sobre o uso da internet por pessoas entre 09 e 17 anos, para ver como lidam com riscos e oportunidades. Pelos dados de 2016, 82% das pessoas nessa faixa etária são usuários. A questão é como transformar riscos em oportunidades no uso da internet pelo trabalho de mediação ativa (encorajar a pesquisa livre na internet e desenvolver habilidades para lidar com os riscos) – Maria Eugênia Sozio (SP).
  • A Safernet defende os direitos humanos e a liberdade na internet há 11 anos, incentivando a busca do equilíbrio entre liberdade e proteção. Liberdade com conhecimento aumenta a capacidade de fazer boas escolhas. Essa ONG também oferece orientação psicológica mediada pela tecnologia, além de material impresso para promover o letramento digital para ser um cidadão em um mundo cada vez mais digital – Rodrigo Nejm (BA).
  • O foco do Instituto Dimicuida é informar sobre brincadeiras perigosas, como o desafio do desmaio, que resultam em lesões pela falta de oxigenação do cérebro ou em morte por asfixia. Sempre surgem novos desafios, com vídeos que mostram o passo a passo, e os adolescentes não percebem o que pode acontecer. É preciso ficar alerta aos sinais: olhos vermelhos, dores de cabeça, desorientação, uso de roupas que cobrem as marcas do pescoço – Demétrio Jereissati (CE).

A rápida evolução da tecnologia, juntamente com outros fatores de mudança acelerada, torna o futuro imprevisível.